Câmbio News Rendimento - Julho/25

Confira as novidades do mercado financeiro com o Rendimento

5 de agosto de 2025

Fabiola Baxega

5 minutos de leitura

Neste artigo:

 

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Mercado & Retrospectiva do Dólar

Comportamento e influências no último mês
Conheça os principais fatores que afetaram a variação cambial:

Mercado Externo

O Banco Central Europeu anunciou uma nova decisão de política monetária em relação aos juros.

Em meio às incertezas econômicas do tarifaço norte-americano, as taxas de juros ficaram inalteradas, após oito cortes de 0,25 ponto percentual.

A China também manteve suas taxas de juros inalteradas, a taxa primária de um ano permanece em 3% e a de cinco anos em 3,5%. Outro destaque foi o crescimento do PIB chinês em 5,2% no 2º trimestre.

Nos Estados Unidos (EUA), os preços ao consumidor subiram em junho, dando início a uma possível alta na inflação, que pode ser resultante das tarifas impostas pelo governo aos parceiros comerciais.

A notícia envolvendo uma possível demissão do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) também mexeu com o mercado, no entanto, o presidente dos EUA, Donald Trump desmentiu a informação.

Na última reunião do Fed, os dirigentes optaram por manter a taxa básica de juros do país inalterada, na faixa de 4,25% a 4,50%, pela quinta reunião consecutiva. A decisão vai contra as pressões por novos cortes na taxa de juros do país vindas de Trump, e houve a discordância de dois integrantes do comitê, ambos indicados por Trump, que concordam que a política monetária
está restritiva.

Ao longo do último mês, investidores reagiram aos novos desdobramentos do "tarifaço" norte-americano. Foram enviadas cartas a líderes de diferentes nações, definindo tarifas mínimas para as negociações comerciais e que têm vigência a partir de 1º de agosto:

  • União Européia: Trump anunciou um acordo no qual estabeleceu uma tarifa de 15% sobre os produtos europeus, uma redução em relação aos 30% anunciados anteriormente. O aço e o alumínio seguem com sobretaxa de 50%.
  • Japão: houve um acordo de investimentos de US$ 550 bilhões e "tarifas recíprocas" de 15%, abaixo dos 25% anunciados anteriormente.
  • Filipinas: o presidente americano havia ameaçado impor uma tarifa de 20% e com o novo acordo, a taxa foi reduzida para 19%, enquanto os EUA não pagarão tarifas.
  • Indonésia: os EUA reduziram as tarifas de 32% para 19% em troca do governo indonésio cortar 99% de todas as barreiras alfandegárias aos produtos americanos.
  • Rússia: Trump ameaçou aplicar um pacote de "tarifas severas", caso o governo de russo não alcance um acordo de paz na Ucrânia em um prazo de até 50 dias.
  • Brasil: no início do mês foram anunciadas taxas extras de 40% para os produtos brasileiros, em cima de 10% já existentes, à partir de 01/08. No fechamento do mês, o presidente Trump voltou atrás e isentou uma lista de produtos destas tarifas extras que inclui: petróleo e seus derivados, aeronaves civis e peças, veículos e peças, suco de laranja, produtos de ferro, aço, alumínio e cobre, minerais específicos e entre outros.
    Além disso, também revogou o início das tarifas por 7 dias, à partir da data de início esperada. O presidente Lula se queixou da falta de disposição americana em negociar e prometeu acionar a Lei de Reciprocidade Econômica.
  • Índia: Foram anunciadas novas tarifas de 25% para o país, devido ao seu relacionamento comercial com a Rússia, de quem compra equipamentos militares e petróleo.
  • Demais países: 25% para Tunísia, Coréia do Sul, Malásia e Cazaquistão, 30% para México, África do Sul, 32% para a Bósnia, 35% para Canadá, Sérvia e Bangladesh, 36% para Tailândia e Camboja e 40% para Mianmar e Laos.
  • Conflitos no Oriente Médio, Europa e Ásia também ficam no radar dos investidores.

Mercado Interno

Confirmando o cenário já esperado pelo mercado, na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) o grupo optou encerrar o ciclo de altas e manter a taxa de juros do país em 15%, o maior número desde 2006. O aumento da taxa de juros busca desaquecer a demanda, encarecendo o crédito e estimulam a poupança, por outro lado, esse aumento também serve como uma forma de controlar a inflação do país.

O presidente Lula vetou o projeto de lei que aumentava de 513 para 531 o número de deputados federais. A proposta gerou forte repercussão negativa devido ao aumento de gastos.

Após uma audiência de conciliação entre os poderes, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, restabeleceu quase integralmente o decreto que aumentou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A divulgação de indicadores econômicos ficaram no radar dos investidores:

  • O relatório Focus do Banco Central (BC) trouxe que a projeção do PIB para 2025 veio
    com estabilidade, mantida em 2,23%.
  • Além do PIB, houve uma redução na projeção de inflação de 5,17% para 5,10%, a estimativa permanece acima do teto da meta oficial, de 4,5%.
  • No IPCA, índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - o índice oficial de inflação do país, houve uma alta de 0,24% em junho, acumulando 5,35% em 12 meses, acima do
    limite de 4,50%.

Variações nos Fluxos Cambiais e Comerciais + Reservas Internacionais

Até o momento, o fluxo cambial em 2025 apresenta resultado negativo de -US$ 16,23 bilhões, com o fluxo financeiro contribuindo com déficit de -US$ 47,18 bilhões, enquanto o fluxo comercial está com uma entrada líquida de +US$ 30,94 bilhões. Sobre as reservas internacionais, houve um avanço nessa semana, passando para US$ 346,0 bilhões, vindo de US$ 345,7 bilhões da semana anterior.

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