Valor Econômico – Risco de fraude leva grandes grupos a evitar modelo de correspondente pleno

09/01/2020

Por Álvaro Campos

O número total de correspondentes cambiais vem crescendo continuamente nos últimos anos e atualmente já são mais de 3,6 mil em atuação no país. Entretanto, grandes grupos que atuam no setor tem evitado recentemente optar pelo modelo de correspondente pleno, em que o parceiro da corretora tem mais autonomia e, assim, acaba existindo risco maior de fraude.

Há três tipos de correspondente cambial. O tipo A pode receber e encaminhar propostas de operação de câmbio, mas não possui sistema operacional para atuar no mercado. O tipo B pode executar ordem de pagamento relativa a transferência unilateral proveniente ou destinada ao exterior, as chamadas remessas internacionais, no valor de até US$ 3 mil. E o C, pleno, pode fazer tudo isso, além de comprar e vender moeda em espécie.

A resolução do Banco Central que reorganizou a atividade diz que a instituição contratante, para celebração ou renovação de contrato de correspondente, deve verificar a existência de fatos que, a seu critério, desabonem a entidade contratada ou seus administradores, estabelecendo medidas de caráter preventivo e corretivo a serem adotadas na hipótese de constatação, a qualquer tempo, desses fatos, abrangendo, inclusive, a suspensão do atendimento prestado ao público e o encerramento do contrato.

Em número de correspondentes cambiais, a maior corretora de câmbio do Brasil é a Cotação, do grupo do Banco Rendimento, com 805 unidades. Na sequência aparecem Confidence (do grupo Travelex), com 674, e Daycoval, com 413.

O diretor da Cotação, Alexandre Gomes Fialho, afirma que o número de correspondentes deve continuar crescendo, mas aponta que a companhia não trabalha com o correspondente pleno. “Optamos por não ter esse tipo de correspondente em função do risco de imagem, de compliance. Percebemos que outras corretoras também estão diminuindo o número de correspondentes plenos, justamente por questões de segurança”, explica.

Já a Travelex, dona da Confidence, aponta que a capilaridade é muito importante no setor e, por isso, mantém sua expansão, dada a demanda pulverizada cada vez maior. “O arcabouço regulatório é bastante completo e prevê que todos os participantes do mercado de câmbio mantenham-se dentro das melhores práticas de mercado. A Travelex adere totalmente a esses preceitos, segue estritamente os normativos, com total transparência, e impõe-se um rigor ainda maior do que o determinado pelo órgão regulador no que se refere ao compliance”, diz a empresa, por meio de nota.

O Daycoval, que está assumindo as agências da MultiMoney após a corretora perder sua licença, diz que as unidades funcionarão de acordo com suas elevadas normas de gestão e compliance. “O banco informa também que o processo de escolha de correspondentes bancários é profundo e demorado e que as eventuais parcerias somente são aprovadas após a constatação de que não há qualquer tipo de irregularidade. Especificamente no caso da MultiMoney, o processo de cadastramento como correspondente cambial ainda não evoluiu”.

Fialho, da Cotação, conta que mesmo com a tendência de digitalização dos serviços em muitos casos o cliente ainda precisar ir a uma agência. “Enquanto não tivermos todas as operações com uma moeda completamente digital, como os cartões pré-pagos, por exemplo, ainda vamos precisar de rede de distribuição.” Ainda assim, o executivo conta que as operações no site da Cotação tem crescido fortemente, com expansão de 150% nos últimos dois anos.

Fonte: https://www.valor.com.br/financas/6204905/risco-de-fraude-leva-grandes-grupos-evitar-modelo-de-correspondente-pleno

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