Mercado |
| O arrefecimento das preocupações
com o cenários externo veio após a
reunião do FOMC (29/06), mesmo tendo elevado
pela 17a vez seguida a taxa básica de juros
da economia norte-americana, agora em 5,25% (maior
nível desde fev/2001 quando a taxa se encontrava
em 5,5%) e em linha com as expectativas do mercado,
o Comitê de Mercado Aberto do FED sinalizou
com uma possível pausa no ciclo de aperto
monetário. O comunicado reconheceu os sinais
de desaquecimento da economia, particularmente no
mercado imobiliário. Também enfatizou
que as expectativas de inflação continuam
contidas e que os ganhos de produtividade têm
mantido os custos da mão de obra sob controle.
Porém, reconheceu a elevação
das medidas de núcleo de inflação
e avalia que, com a economia operando próxima
de seu potencial , ainda existe algum risco de inflação.
Em relação às próximas
decisões, o comitê afirma que qualquer
novo aumento dependerá da evolução
dos indicadores de inflação e atividade
econômica. Os últimos dados econômicos
confirmaram uma desaceleração no mercado
de trabalho em julho/06, com a criação
de menos vagas de 124 k em jun/06 para 113 k em
jul/06 (expectativa do mercado era 142 k) . A taxa
de desemprego subiu de 4,6% para 4,8% contra uma
expectiva de 4,6%. Esses dados endossaram a nossa
expectiva de interrrupção no ciclo
de aperto monetário na reunião do
FOMC, mantendo em 5,25% . O mercado continuará
atento à evolução do conflito
no Líbano e a possibilidade muito remota
de sua extensão através do Oriente
Médio. Outro fator relevante é a alta
do preço do petróleo , perto de US$
77 dólares, que poderá pressionar
ainda mais a inflação. As principais
bolsas mundias fecharam o mês de julho em
Dow Jones: 0,32% , S&P +0,51%, Nasdaq -3,7%,
FTSE: +1,63%, CAC:+0,88% , DAX :-0,02% e NIKKEY
-0,31%. Dado ao cenário de uma economia em
transição, mostrando sinais mais fracos
com núcleos de inflação no
teto das estimativas, mantemos nossa recomendação
neutra. |
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