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TRIBUNA DE SANTOS - Viagem ao exterior versus câmbio, uma difícil equação.

Quer viajar para o exterior mesmo com o dólar nas alturas? Veja dicas para economizar

Desvalorização do real ante a moeda norte-americana desanima, mas não deve ser o fator determinante para descartar uma viagem para o exterior

Quem quer passar as férias de final de ano fora do Brasil tem se perguntado se essa é a hora certa de partir rumo à área de embarque internacional do aeroporto. O atual cenário de incertezas em relação à economia e à alta do dólar, que chegou a ser vendido acima dos R$ 4,20 nas casas de câmbio no último mês, desanima, mas não deve ser o fator determinante para descartar uma viagem para o exterior.

Ainda que as passagens sejam cotadas em dólar e alguns dos destinos preferidos dos brasileiros usem a moeda norte-americana como referência, dá para viajar para fora do País e ainda assim economizar.

Segundo balanço da CVC Viagens, o consumidor não tem deixado de lado os destinos internacionais, no entanto, tem procurado adaptar a viagem ao orçamento. Destinos tradicionalmente para compras como Miami, na Flórida, estão sendo substituídos por cidades onde passeios turísticos são o principal chamariz.

Quem mantém os planos de viajar para o exterior, por exemplo, tem priorizado pacotes mais curtos (e mais econômicos) e com opções de hospedagens em hotéis e resorts com sistema “tudo incluído”, que elimina gastos extras no destino com alimentação, como é o caso dos destinos do Caribe, como Cancún e Punta Cana.

Os Estados Unidos lideram o ranking de destinos mais procurados. No entanto, com o dólar americano atingindo patamares cada vez mais altos, o Canadá (que utiliza a moeda dólar canadense) tem se mostrado uma opção econômica para quem planeja viajar para o exterior.

Levantamento realizado pela CVC também aponta aumento de 11% nos embarques para o Canadá, no 1º semestre deste ano, quando comparado ao mesmo período do ano passado. Em nove meses, a operadora afirma ter superado as vendas para o Canadá do que o total registrado em 2014.

Segundo o diretor executivo da TAM Viagens, Marcelo Dezem, para as operadoras de turismo, a flutuação do dólar traz impacto tanto nos gastos operacionais quanto nas vendas, mas isso não tem interferido no planejamento de viagem dos brasileiros.

"Devido à ascensão da moeda americana, os consumidores têm buscado cada vez mais alternativas e formas de pagamento facilitadas, optando por alterar o destino, diminuir a viagem, enxugar os opcionais do pacote ou escolher roteiros de viagem que permitam planejamento e controle de gastos", afirma.

Ainda segundo Dezem, apesar da alta do dólar, viagens para o Orlando, na Flórida (EUA), continuam sendo bastante procuradas na TAM Viagens. A rede também identificou uma maior procura no segmento de cruzeiros internacionais, sendo que os mais procurados deste ano são o Caribe (que partem da Flórida), para a América do Sul, com saídas de portos brasileiros, além de Europa/Mediterrâneo, partindo principalmente da Espanha e Itália.

Férias no Brasil

Em vez de deixar de viajar, o turista que precisa economizar tem optado por pacotes não só mais baratos, mas também menores, com menos dias de viagem.

Neste período do ano, segundo o levantamento da CVC realizado para A Tribuna On-line, tradicionalmente as viagens nacionais costumam representar 60% do volume de vendas da operadora ao longo do ano, contra 40% das viagens rumo ao exterior. Em função da disparada do dólar neste 1º semestre, a compra de pacotes nacionais aumentou 5% no 1º semestre (somando 65% da preferência dos clientes), na comparação com as viagens ao exterior (35%).

Assim como a CVC, no primeiro semestre deste ano, a TAM Viagens identificou aumento de cerca de 8% na procura por destinos nacionais, América do Sul e Caribe. As opções de resorts no Nordeste também tem se destacado nas vendas.

Intercâmbio

As viagens para o exterior não se limitam apenas ao turismo. Com a desvalorização do real, escolas de idioma e de cursos profissionalizantes têm procurado adaptar os valores para o bolso dos brasileiros.

Segundo o coordenador de cursos no exterior da agência Student Travel Bureau (STB), Bruno Contrera, diante do recesso econômico, as escolas que oferecem cursos em outros países estão trabalhando com preços promocionais para América Latina e com descontos atrativos para continuar atraindo os estudantes do País.

"Os brasileiros estão buscando novas oportunidades em países com moeda mais baixa e oportunidade de trabalho como Canadá, Austrália e Nova Zelândia e até mesmo para países onde se dá a oportunidade de trabalhar, como a Irlanda, onde o estudante poderá ficar até 8 meses e combinar o estudo do idioma com trabalho", afirma.

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